Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Espelho Meu

Espelho Meu

Agora sinto-me muito mais feliz!

c7cca67b1af447221ec28d50301687e3.jpg

 

Tinha medo de estar sozinha. Se ia ao centro comercial, as compras não se prolongavam. Não conseguia estar em espaços fechados. Tinha tonturas, ficava mal-disposta, sentia-me mesmo muito mal! Passei a não querer sair, nem com os meus melhores amigos. Inventava várias desculpas e acabava sempre por preferir ficar em casa. Não conseguia respirar bem. Achava eu que me ia faltar o ar. Algumas idas ao médico por dores no peito, tonturas, faltas de ar. Sempre muito inconstante: ora agora quero isto, ora agora quero aquilo. Qualquer coisa que me dissessem ou me deixava ainda mais triste ou fazia com que eu explodisse. Chorei muitas noites, simplesmente por não me sentir bem comigo mesma. Deixei de ter vontade de ir à escola. Queria estar no meu canto, mas sempre com alguém por perto para que me sentisse segura. Tentava superar todos meus medos, tentava superar-me a mim mesma. Eu queria sentir-me bem, queria fazer aquilo que todas as pessoas da minha idade faziam. Queria divertir-me e não ter grandes preocupações. Mas a verdade é que não conseguia, não sozinha. Passaram-se vários meses, tudo se arrastava e não havia melhoras.

 

Era dia de sair da minha zona de conforto e lá ia eu. Tentava mais uma vez, mas não conseguia. Não havia volta a dar e eu precisava mesmo de ajuda. Tinha medo. Sim, era medo. Mas não me perguntem de quê. As pessoas mais próximas de mim tentavam perceber-me e queriam perceber aquilo que se passava. Na verdade, eu também queria.

Alguém muito importante na minha vida teve uma conversa comigo. Aí percebi, eu precisava mesmo de ajuda. E lá fui eu lutar por aquilo que mais queria: ser feliz sem medos.

 

A primeira consulta de Hipnoterapia estava marcada. Li tudo o que havia para ler na internet e vi vídeos sobre o assunto. Aquela história de me “deixarem a dormir” era algo assustadora, mas lá fui eu. O diagnóstico era o esperado: sofria de ansiedade e ataques de pânico. Depois de algumas consultas sentia que tudo estava a melhorar. Comecei a sair outra vez, sentia-me muito mais calma e na minh cabeça já não era tudo um problema.

Poucas pessoas souberam das minhas idas a estas consultas. Talvez por vergonha ou por receio do que pudessem dizer, não sei. As que souberam faziam-me perguntas. Queriam perceber como é que se ficava “hipnotizada”. E se me perguntarem novamente, nem eu sei. É preciso passar pela experiência para perceber mesmo. Mas hoje, não tenho vergonha de dizer que precisei de ajuda. Hoje sinto-me orgulhosa por ter conseguido tornar-me numa pessoa muito mais calma.

 

Aceitar a ajuda dos outros por vezes é ainda mais difícil do que ajudar. Mas acreditem, vale mesmo a pena. Não pensem que são os únicos a sentirem-se assim. Existe uma solução para estes problemas e eu aprendi isso neste último ano.

 

Eu aceitei a ajuda do meu psicólogo hipnoterapeuta e tive ajuda das pessoas próximas de mim. Mas se hoje consigo ser uma pessoa melhor, devo-o a alguém muito especial. E eu sei que essa pessoa vai ler isto e vai saber quem é. Já lhe agradeci muitas vezes, mas quero agradecer mais uma vez por me arranjado uma solução. Por todas as vezes em que acreditou que eu ia conseguir. Por todas as vezes em que me acompanhou nas consultas e por todas as suas mensagens e as palavras que tanto me reconfortaram.

 

A verdade é que fiz um esforço enorme. Percebi que estava na hora de mudar. E consegui! Passaram-se alguns meses e eu estou realmente diferente. Agora sinto-me muito mais feliz!

Como sobreviver aos exames!?

IMG_20180124_224141_950.jpg

 

A época dos exames é a pior altura para qualquer estudante da faculdade. Para "sobreviver" a estas semanas é necessário estabelecer algumas regras, gerir bem o tempo e não desesperar! E para que isto aconteça há algumas dicas que podemos (e devemos) seguir:

  1. Concentração
    Ter o telemóvel constantemente a receber notificações de mensagens ou das redes sociais é meio caminho para me distrair. Durante as horas de estudo, colocar o telemóvel no silêncio e desligar a Internet é uma boa solução. Nesta época em que quero estar mesmo concentrada, por vezes opto mesmo por colocar o telemóvel em modo voo. telemóvel

  2. Estudar várias disciplinas no mesmo dia:
    De acordo com a minha experiência, estudar a mesma disciplina durante todo o dia não é tão rentável. Prefiro optar por estudar várias disciplinas para que o meu cérebro não se canse tanto de estudar a mesma coisa durante horas seguidas.

  3. Fazer pausas
    Estudar durante horas e horas sem fazer qualquer pausa na minha opinião não é tão rentável. Se eu estiver mais do que uma hora seguida começo a ficar bastante inquieta e desconcentrada. Assim, controlo sempre as horas para que de hora a hora me possa levantar e ir buscar qualquer coisa para comer ou para dar uma vista de olhos nas redes sociais durante uns 5 minutos. Acreditem, isto é um grande incentivo!

  4. Estabelecer metas
    Um grande incentivo para mim é estabelecer metas até ao fim do dia. Para isto, divido a quantidade de matéria que tenho de estudar naquele dia. Quando chego ao fim, sinto que cumpri o meu dever e acabo por me sentir também mais calma.

  5. Debitar a matéria em voz alta
    Um dos meus truques é explicar a matéria em voz alta, como se a estivesse a explicar a alguém. Ajuda-me a perceber se já estou mais à vontade ou não com aquilo que acabei de estudar.

  6. Dormir bem
    Eu não sou de todo daquelas pessoas que conseguem ficar até de madrugada a estudar tudo de seguida. Para mim isto não rende porque quando estou cansada o meu nível de concentração é muito menor. Prefiro ter uma boa noite de sono e acordar mais cedo no dia seguinte.

  7. Vitaminas/ suplementos
    Depois de todo o cansaço acumulado ao longo do semestre a época pior aproxima-se: exames e mais exames! Nesta altura acho muito importante tomar umas vitaminas ou uns suplementos que tenham efeito nas ações e funções do nosso cérebro, bem como no nosso bem estar.

Como irritar o meu namorado!!

2017-08-26 10.33.27 1.jpg

 

O meu namorado deve ser a pessoa mais anti-stress que existe no mundo. Por esta razão decidi fazer uma lista com as únicas coisas que eu consigo fazer para o irritar:

 

1- Tirar-lhe os fones ou baixar volume da música

2- Roubar-lhe a tomada onde estava o telemóvel a carregar (acreditem, ele vive mais sem mim do que sem o telemóvel)

3- Acabar com o último pedaço de Toblerone (normalmente isto nunca acontece porque ele come sempre o último bocado que resta)

4- Usar a net e ele não conseguir acabar o jogo (é importante dizer que isto acontece porque depois ele perde o jogo)

5- Tirar-lhe fotografias quando não está disposto para tal

6- O meu mau feitio (isto é provavelmente a coisa que mais o irrita, mas desta não me posso queixar... é que nem ao fim de semana eu aguento com o meu próprio mau feitio)

 

E vocês como é que conseguem irritar a vossa cara metade? Digam-me por favor aquilo que fazem para os irritar porque o meu namorado pensa que não stressa com nada (e talvez tenha mesmo razão quando é comparado comigo)!

 

PS: só não faço uma lista com as coisas que mais me irritam porque eu sou a pessoa mais stressada que provavelmente alguém conhece, por alguma razão dizem que os opostos se atraem....

Pressão no percurso escolar

Young-girl-unhappy-about-homework.jpg

 

Ao longo dos anos, enquanto estudante, tenho vindo a refletir acerca da pressão dos alunos para que tenham sucesso nos estudos. Na minha opinião, este é um assunto bastante pertinente e que me desperta total interesse uma vez que falo como testemunho próprio.

 

É certo que temos de estudar, ser bons alunos, ter boas notas e querer ser "alguém" na vida futura, mas tudo isso de acordo com as capacidades de cada um de nós. O que acontece, por vezes, é que essa pressão familiar ou por parte do próprio sistema educativo, sobre os alunos se torna rapidamente num estado depressivo que pode sair completamente do controlo, pois por maior que seja o esforço destes, há situações que não dependem só do seu empenho e dedicação. Porém, isto agrava-se quando a pressão de que falo é acentuada pelos próprios alunos que exigem mais de si próprios e que rejeitam não chegar aos seus objetivos pretendidos. Para estes, é como se o único caminho fosse ter excelentes notas para entrar em Medicina ou Engenharia, e quem diz estes cursos diz quaisquer outros que requeiram maiores classificações. O que acontece é que quando o estudante não consegue atingir este objetivo, sente-se fragilizado, derrotado, inferior e consequentemente pode entrar num estado depressivo por querer exigir mais do que aquilo que realmente consegue fazer e por não aceitar que não consegue atingir a meta esperada.

 

Sobre mim

foto do autor

Subscreve-me

Blogs Portugal