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Espelho Meu

Espelho Meu

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As aulas da faculdade chegaram ao fim. Hoje, dizemos olá ao verão! Só não tenho é bem a certeza de que este chegou mesmo. Mas haverá alguém mais bipolar do que este tempo? Ia jurar que há dois dias atrás estava na praia a comer bolas de berlim. Exato, por aqui também choveu toda a noite e a trovoada não deu descanso!

Vamos lá ver se lá em cima a discussão acaba. Até porque aquilo que nós queremos é aproveitar as férias e o merecido descanso!
Ah, as saudades que eu já tinha do ESPELHO MEU

Com vista para o Tejo | Parque das Nações

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Chegou a última semana de férias e por isso quis aproveitá-la ao máximo!
Já fui imensas vezes passear ao Parque das Nações mas nunca tinha experimentado andar no teleférico. Confesso que ao início fiquei um pouco reticente, mas pior do que o teleférico do Jardim Zoológico não podia ser (pelo menos neste caso não tinha hipótese de cair em cima dos leões ou coisa assim). Lá fui eu tirar umas fotografias e aproveitar a vista linda desta cidade!

 

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Sou cada vez mais apaixonada pelo nosso país! De norte a sul, temos tantas paisagens e lugares magníficos para descobrir.

 

Para quem não conhece, aqui ficam mais sugestões de sítios para visitar no Parque das Nações:

 

 

Molly, a nova mascote

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Sabem aquela sensação de chegar a casa e ter sempre alguém à nossa espera? Recebermos tantos mimos depois de um dia de faculdade ou de trabalho, com tanto cansaço acumulado, é das melhores coisas.

 

Chama-se Molly, tem 4 meses e pouco mais de 1kg. É uma chiuaua e foi a melhor coisa que podia ter acontecido nos últimos tempos! É a primeira a receber-me quando chego a casa e fica quase sempre a chorar quando a deixamos sozinha. Tem sempre muito frio e por isso o seu lugar preferido é no nosso colo, por baixo da manta.

 

Estou completamente apaixonada!

Agora sinto-me muito mais feliz!

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Tinha medo de estar sozinha. Se ia ao centro comercial, as compras não se prolongavam. Não conseguia estar em espaços fechados. Tinha tonturas, ficava mal-disposta, sentia-me mesmo muito mal! Passei a não querer sair, nem com os meus melhores amigos. Inventava várias desculpas e acabava sempre por preferir ficar em casa. Não conseguia respirar bem. Achava eu que me ia faltar o ar. Algumas idas ao médico por dores no peito, tonturas, faltas de ar. Sempre muito inconstante: ora agora quero isto, ora agora quero aquilo. Qualquer coisa que me dissessem ou me deixava ainda mais triste ou fazia com que eu explodisse. Chorei muitas noites, simplesmente por não me sentir bem comigo mesma. Deixei de ter vontade de ir à escola. Queria estar no meu canto, mas sempre com alguém por perto para que me sentisse segura. Tentava superar todos meus medos, tentava superar-me a mim mesma. Eu queria sentir-me bem, queria fazer aquilo que todas as pessoas da minha idade faziam. Queria divertir-me e não ter grandes preocupações. Mas a verdade é que não conseguia, não sozinha. Passaram-se vários meses, tudo se arrastava e não havia melhoras.

 

Era dia de sair da minha zona de conforto e lá ia eu. Tentava mais uma vez, mas não conseguia. Não havia volta a dar e eu precisava mesmo de ajuda. Tinha medo. Sim, era medo. Mas não me perguntem de quê. As pessoas mais próximas de mim tentavam perceber-me e queriam perceber aquilo que se passava. Na verdade, eu também queria.

Alguém muito importante na minha vida teve uma conversa comigo. Aí percebi, eu precisava mesmo de ajuda. E lá fui eu lutar por aquilo que mais queria: ser feliz sem medos.

 

A primeira consulta de Hipnoterapia estava marcada. Li tudo o que havia para ler na internet e vi vídeos sobre o assunto. Aquela história de me “deixarem a dormir” era algo assustadora, mas lá fui eu. O diagnóstico era o esperado: sofria de ansiedade e ataques de pânico. Depois de algumas consultas sentia que tudo estava a melhorar. Comecei a sair outra vez, sentia-me muito mais calma e na minh cabeça já não era tudo um problema.

Poucas pessoas souberam das minhas idas a estas consultas. Talvez por vergonha ou por receio do que pudessem dizer, não sei. As que souberam faziam-me perguntas. Queriam perceber como é que se ficava “hipnotizada”. E se me perguntarem novamente, nem eu sei. É preciso passar pela experiência para perceber mesmo. Mas hoje, não tenho vergonha de dizer que precisei de ajuda. Hoje sinto-me orgulhosa por ter conseguido tornar-me numa pessoa muito mais calma.

 

Aceitar a ajuda dos outros por vezes é ainda mais difícil do que ajudar. Mas acreditem, vale mesmo a pena. Não pensem que são os únicos a sentirem-se assim. Existe uma solução para estes problemas e eu aprendi isso neste último ano.

 

Eu aceitei a ajuda do meu psicólogo hipnoterapeuta e tive ajuda das pessoas próximas de mim. Mas se hoje consigo ser uma pessoa melhor, devo-o a alguém muito especial. E eu sei que essa pessoa vai ler isto e vai saber quem é. Já lhe agradeci muitas vezes, mas quero agradecer mais uma vez por me arranjado uma solução. Por todas as vezes em que acreditou que eu ia conseguir. Por todas as vezes em que me acompanhou nas consultas e por todas as suas mensagens e as palavras que tanto me reconfortaram.

 

A verdade é que fiz um esforço enorme. Percebi que estava na hora de mudar. E consegui! Passaram-se alguns meses e eu estou realmente diferente. Agora sinto-me muito mais feliz!

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