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Espelho Meu

Espelho Meu

O fim de um ano cheio de memórias...

Hoje acordei e dei por mim a pensar na rapidez com que este ano passou. Apesar de sentir que passou tudo muito depressa, este ano fica marcado por muitos acontecimentos. Foi tudo tão rápido, mas tão intenso!

 

Todos os anos o pensamento é o mesmo "que o próximo ano seja melhor do que este". Sim, acabo por pensar sempre nisto e inconscientemente peço que o próximo ano corra melhor. O certo é que, na maior parte das vezes, o balanço é muito mais positivo do que negativo. A verdade é que só este ano parei para pensar: desejo sempre que o ano a seguir seja melhor, mesmo quando tudo corre bem.

 

Este ano tive de facto muitos dias em que sorri, tive dias em que fui feliz e soltei gargalhadas até não aguentar mais. Chorei de felicidade e enchi-me de orgulho quando consegui concretizar os meus objetivos: tirei a carta e entrei na faculdade! E sem dúvida que a minha entrada na faculdade foi um grande sonho tornado realidade. Entrei no curso que queria, a adaptação foi ótima e não podia estar mais feliz (claro, queixo-me imensas vezes que estou cansada mas sei que nada se consegue sem esforço). Mas, este ano, o pensamento não pode ser o mesmo. Não é só mais um ano a pedir que o seguinte seja melhor. Desta vez, às 12 passas, quando ouvir o fogo de artifício lá no alto junto às minhas estrelas mais brilhantes, só peço uma coisa: que no próximo ano não me tirem mais ninguém. Que no próximo ano, eu possa sorrir e partilhar os melhores momentos com quem mais amo. Que no próximo ano, eu chegue ao último dia e possa pensar: "que o próximo seja tão bom quanto este"...

 

Hoje sorri por ti, avô...

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 Diz-se por aí que hoje é o Dia Mundial do Sorriso. Hoje lembrei-me de ti... E sorri quando imaginei as tuas mãos agarradas às minhas, pela última vez... Estavam pálidas mas tão macias. Olhas-te para mim e deste-me força. E eu não imaginava que seria a última vez que podia olhar para ti ainda com esse coraçãozinho mole a bater. Tu sorriste para mim e apertaste a minha mão com toda a tua força, sempre tiveste tanta força dentro de ti! Ironia do destino não é? Quatro dia depois da tua partida, é dia de sorrir... E eu sei que era isso que tu mais querias! Vamos cumprir com isso, promessa feita!

 

Sabes? No dia em que nos deixaste, eu ia visitar-te. Ia contar-te que entrei na faculdade, e tu ias sorrir enquanto o teu peito se enchia de orgulho. Ia levar-te o jornal como tinhas pedido para estares informado sobre as notícias das eleições. Ia dar-te um beijo e rezar para que não fosse a última vez.. Mas não consegui, já não fui a tempo. Este maldito bicho não te deixou continuar junto a nós. Tem levado tanta gente boa... levou o meu guarda costas, aquele que está aí em cima junto a ti a iluminar esta noite... e agora também te levou a ti.

 

"Vô", ainda tinha alguém para chamar de "vô". Mas agora tu também partiste, para um lugar onde brilhas ainda mais. Vamos ter saudades tuas, saudades da tua presença, saudades até do teu mau feitio (eu sempre desconfiei que tinha de sair a alguém, não é verdade?).

 

Tento pronunciar só mais uma vez esta palavra que tanta saudade traz para agradecer a pessoa que foste para mim e para todos nós... Vô, muito obrigada por tudo

Um bebé perdido no centro comercial... e a falta de dignidade das pessoas!

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Todos os dias aprendemos algo novo. Mas nem sempre é da melhor maneira. Pois bem, eu aprendi que não se deve subestimar as pessoas ao pensar que estas não nos podem surpreender mais. Exato, e como referi anteriormente não foi de todo a melhor maneira para eu perceber que a insensibilidade e irresponsabilidade de certa gentinha ainda deixa muito a desejar...

 

Então, estava eu a passear pelos corredores do centro comercial, muito bem acompanhada, quando me deparei com duas jovens que estavam a promover um produto: uma delas com a mão a cobrir a cara e a rir de tal maneira que chamava a atenção de todas as pessoas ao seu redor, a outra com o seu telemóvel na mão a filmar as boas maneiras da "amiga" para uma rede social. No meio disto, vejo um carrinho com um bebé a ser agarrado pela rapariga que me parecia bastante bem disposta perante o acontecimento. Começo a subir as escadas rolantes para me deslocar ao piso de cima sempre com os olhos postos nas raparigas mas sem conseguir perceber qual era o motivo da festa destas. Tal é o meu espanto quando percebo que alguém se tinha esquecido do bebé no carrinho, mesmo ali! Eu e as pessoas que me acompanhavam, prepáravamo-nos para voltar a descer as escadas rolantes e tentar encontrar quem é que estava responsável pela pobre criança, quando vimos as duas senhoras a irem buscá-la, no meio de uma discussão a culparem-se uma à outra pelo sucedido.

 

Ok, não percebo como é que uma pessoa se esquece de um bebé no meio de um corredor de um centro comercial enquanto observa as montras das lojas que provavelmente deviam de estar bastante chamativas. Mas agora expliquem-me: vocês vêem duas mulheres a deixarem para trás um bebé (que felizmente não se deve ter apercebido do sucedido) e a primeira coisa que vos ocorre é "bora filmar isto para o Facebook e mostrar às pessoas que uma mãe e uma amiga se esqueceu do seu próprio filho"!? Meninas, o bebé estava SOZINHO e caso vocês não tivessem percebido da gravidade da situação, as adultas super responsáveis que o acompanhavam continuavam a seguir o caminho delas sem olhar para trás! Que tal deixarem de estar agarradas ao telemóvel (o que, na minha opinião, nem devia de ser permito no horário de trabalho, mas isso é um caso à parte) ou que tal pararem de rir feitas desalmadas e correrem atrás das senhoras ou chamarem um segurança com urgência? Claro que as meninas, fãs das redes sociais, não se livraram de algumas bocas da nossa parte! Como é que isto é possível?

 

Com isto, já a caminho de casa e sem deixar de pensar no que tinha presenciado, refleti sobre o facto das pessoas não terem consciência das atitudes que tomam. Até onde vai a dignidade desta gente? Não sei realmente o que me deixou mais chocada, mas tenho a certeza de uma coisa: nunca achem que já viram tudo!

Será que somos uma sociedade de mente aberta?

Há dias alguém me dizia "mas afinal nós somos ou não uma sociedade de mente aberta?". Ora, isto é certamente uma questão que já foi colocada em cima da mesa várias vezes e que, na minha opinião, deve ser refletida por todos nós.

 

SIM, NÓS TEMOS UMA SOCIEDADE MODERNA QUE ACEITA TUDO. Será que as coisas são mesmo assim? Pois eu digo-vos que isso somos nós (portugueses) a querer mostrar ao mundo que aceitamos todas as pessoas com as suas diferenças e com as suas próprias opiniões. Mas querem um simples exemplo como as coisas não são bem assim? Alguém que pinta o cabelo de uma cor diferente, alguém que tem o seu corpo todo tatuado ou simplesmente alguém que tem um estilo e uma maneira diferente de vestir são muitas das vezes alvo de um olhar de alto a baixo seguido de um "que horror". Nós até temos o direito de gostar ou não de tatuagens, eu por exemplo não me vejo com nenhuma, mas isso dá-me o direito de criticar outra pessoa pelos seus gostos? Acho sinceramente que a nossa sociedade está é cheia de gente mesquinha que dá mais importância ao que as rodeiam do que às suas próprias vidas. É muito mais fácil criticar alguém que vai na rua do que admitir os seus próprios erros. Ou vendo por outra perspetiva, é mais fácil dizer mal daquilo que ambicionamos e não conseguimos ter. Quantas vezes já leram comentários completamente absurdos nas redes sociais de figuras públicas? E digam-me lá, se aquilo não é inveja é o quê? Dão-se ao trabalho de ir responder a um post de uma figura pública só para criticarem a sua vida, a sua opinião e até a própria roupa que esta usa. Uma coisa é não estarem de acordo com a opinião de alguém e acho bastante pertinente ouvirmos novas perspetivas e trocarmos ideias do que está à nossa volta, ora mas outra coisa completamente diferente é sermos mal educados para alguém só porque a vida não nos corre bem e desculpem lá mas há que saber distinguir.

 

Somos uma sociedade de mente aberta não é? Ora digam-me então qual é a percentagem de indivíduos que veem um casal homossexual e ficam chocadíssimos com o facto. "Ah mas não faz sentido nenhum dois homens casarem-se. O casamento é para ser feito entre um homem e uma mulher", oh minha gente, mas quem é que criou essa regra? Faz-vos muita comichão? Deixem lá que da próxima vez serão convidados e têm o direito de festejar o copo de água. Se falarmos então na percentagem de pessoas que estão contra o facto de casais do mesmo sexo adotarem uma criança, então o numero é ainda maior. "Ah mas estas crianças na escola vão ser gozadas por terem duas mães" Pois é, se continuarmos com esta mentalidade e se ensinarem os vossos filhos a terem umas palas nos olhos então isso irá realmente acontecer. Agora digam-me: preferiam ter o amor e o carinho de uma família que decidiu adotar-vos ou preferiam continuar numa instituição que apesar de ser a causa de centenas de sorrisos de algumas crianças que inflezmente não têm um lar, não conseguem dar o mesmo um seio familar? Há que refletir sobre isto.

 

Entre estes, existem inúmeros exemplos que certamente já vos passaram pela cabeça. Por isso pessoal, NÃO NÓS NÃO SOMOS UMA SOCIEDADE DE MENTE ABERTA mas podemos fazer com que isso seja possível. Basta abrirmos horizonte, vermos outras prespetivas das coisas, aceitarmos a maneira de ser de cada um e perceber que ser igual não tem piada nenhuma. Ah, e já agora: a altura em que as mulheres eram donas de casa também já era, desculpem-me a honestidade mas ninguém ditou que em casa quem cozinha e limpa as divisões são as mulheres.

 

E vocês? Acham que temos ou não uma sociedade de mente aberta?

Carta de Despedida

Hoje fui ver o mar. Fui até àquela praia onde costumávamos ir nas férias. Assim que cheguei imaginei que estavas ao meu lado, a correr atrás das bolas de berlim enquanto me ameaçavas mandar para água se te atirasse mais um único bago de areia que fosse. Eu provavelmente ainda estaria rabugenta porque na noite anterior tínhamos ido até ao bar da praia já depois das nossas duas bolas de gelado num cone (sempre diferentes para provarmos todos os sabores) e de umas voltinhas nos carrinhos de choque. Lembraste de quando deixei o meu telemóvel cair no meio da pista e tu saltaste para o meio daquela confusão para o salvares? – “Não me voltes a fazer isto!” – foi o que me respondeste. E quando me davas na cabeça por passar os dias a estudar? Ah, e que tamanhas saudades daquelas noites de calor, na casa do Norte, que enchiam o nosso quarto de mosquitos e ai de mim que os matasse! Recordaste de quando me davas o teu chapéu em troca da minha máquina fotográfica? E por falar no teu chapéu… esse ficou comigo sabes? Eu sei que sabes! Pedi-o à tua mãe no dia de manhã antes da tua partida, mal sabíamos que horas depois estaríamos a receber a pior notícia da nossa vida. Ai, a tua mãe… tu sabes bem como ela está, gostava tanto de ti… nós prometemos-te que iríamos cuidar dela, e não te vamos falhar com essa promessa!

 

Espero que tenhas visto as horas da tua despedida.

Pressão no percurso escolar

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Ao longo dos anos, enquanto estudante, tenho vindo a refletir acerca da pressão dos alunos para que tenham sucesso nos estudos. Na minha opinião, este é um assunto bastante pertinente e que me desperta total interesse uma vez que falo como testemunho próprio.

 

É certo que temos de estudar, ser bons alunos, ter boas notas e querer ser "alguém" na vida futura, mas tudo isso de acordo com as capacidades de cada um de nós. O que acontece, por vezes, é que essa pressão familiar ou por parte do próprio sistema educativo, sobre os alunos se torna rapidamente num estado depressivo que pode sair completamente do controlo, pois por maior que seja o esforço destes, há situações que não dependem só do seu empenho e dedicação. Porém, isto agrava-se quando a pressão de que falo é acentuada pelos próprios alunos que exigem mais de si próprios e que rejeitam não chegar aos seus objetivos pretendidos. Para estes, é como se o único caminho fosse ter excelentes notas para entrar em Medicina ou Engenharia, e quem diz estes cursos diz quaisquer outros que requeiram maiores classificações. O que acontece é que quando o estudante não consegue atingir este objetivo, sente-se fragilizado, derrotado, inferior e consequentemente pode entrar num estado depressivo por querer exigir mais do que aquilo que realmente consegue fazer e por não aceitar que não consegue atingir a meta esperada.

 

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